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Ambliopia

Ambliopia é a situação do olho que tem visão baixa mesmo com a melhor correção óptica e sendo anatomicamente normal. Um olho amblíope não perdeu a visão, ele não conseguiu desenvolver esta visão.

As causas mais frequentes da ambliopia são o estrabismo (o olho que fica torto não desenvolve como o que fixa) e as diferenças dos erros refracionais entre os olhos (anisometropia, "graus" muito diferentes entre os olhos). Crianças com catarata congênita também podem ficar amblíopes, por falta de uso da visão no olho afetado.

O diagnóstico e o tratamento precoce são as medidas mais eficazes para evitar a baixa de visão da ambliopia. O tratamento da ambliopia deve ser feito o mais cedo possível, pois tem melhor resultado quando realizado na fase em que o cérebro ainda está aprendendo a ver. O olho a ser tratado deve ser avaliado e, se necessária, a correção óptica (o "grau" que permite a melhor visão que aquele olho alcança), deve ser usada. O olho de melhor acuidade visual (ou seja, o olho bom) deve ser ocluído, para estimular o olho mais fraco a se desenvolver.

Geralmente a criança não aceita bem a oclusão do olho bom (ela não quer ficar vendo apenas com o olho ruim, sente dificuldade), mas a persistência dos pais no tratamento vai levar ao melhor desenvolvimento possível para o olho ruim. Deve-se esclarecer que, nos casos de estrabismo com ambliopia, a estimulação da visão é o primeiro passo no tratamento e a correção do estrabismo (desvio) em si deve ser feita depois. A maior parte das ambliopias é curada se o tratamento for seguido de acordo com a orientação do oftalmologista. O olho amblíope não tratado terá uma baixa visual irreversível depois de certa idade.

A criança amblíope pode ter um desenvolvimento normal e não demonstrar qualquer problema! Por isso o exame oftalmológico nas fases iniciais da vida é indicado e o acompanhamento do desenvolvimento da criança é muito importante na prevenção.

Calázio

Calázaio

Calazio é uma protuberância na pálpebra, consequente da inflamação dos canais secretores das glândulas meibomianas. É também chamado de cisto meibomiano ou lipogranuloma. Temos, em média, 35 glândulas de Meibomius na pálpebra superior e 25 na inferior. A secreção sebácea produzida por estas glândulas é essencial à lágrima e é liberada por orifícios localizados na borda palpebral. Quando orifícios são bloqueados, há acúmulo de produção nos canais das glândulas, originando o calázio. Pessoas com dermatite seborreica ou acne rosácea têm maior chance de desenvolver calázios.

Sinais e sintomas:

Massa palpável na pálpebra, pálpebras sensíveis, lacrimejamento, inchaço dolorido das pálpebras, sensibilidade à luz.

Tratamento

O calázio geralmente desaparece sozinho dentro de quatro semanas. Compressas mornas de 10 a 15 minutos, quatro vezes por dia, visam à drenagem. Em alguns casos, o médico pode prescrever pomadas com antibiótico e corticoide e, em casos específicos, anti-inflamatórios por via oral.

Se o calázio persiste por muitas semanas, ou continua a aumentar de tamanho, uma pequena cirurgia poderá ser necessária. A técnica cirúrgica de escolha é uma pequena incisão feita na pálpebra evertida, para permitir a drenagem do conteúdo do cisto. O acesso é feito pela parte de dentro da pálpebra para evitar cicatrizes visíveis.

 

Prevenção

A limpeza dos cílios com shampoo infantil pode prevenir a repetição da doença.

 

Doenças da Esclera

Episclerites Na esclera as alterações do tipo inflamatório são as mais encontradas. De acordo com o local afetado, podem-se dividir essas alterações em episclerites e esclerites. Doenças esclerais também ocorrem em enfermidades metabólicas, degenerativas, neoplásicas e por traumatismo.


Episclerites

EpiscleritesSão benignas, autolimitadas, superficiais e aparecem mais em mulheres. Um em cada três casos tem associação com doenças sistêmicas, sendo mais comuns as doenças do tecido conjuntivo, como artrite reumatoide, granulomatose de Wegener, pan-arterite nodosa e lúpus eritematoso sistêmico. Metade dos casos tem associação com doenças oculares, principalmente rosácea ocular, ceratoconjuntivite seca e ceratoconjuntivite atópica. As complicações oculares são pouco frequentes.

 A maioria dos casos melhora espontaneamente em 7 a 15 dias. O tratamento geralmente é sintomático, com compressas frias e lágrimas artificiais geladas. As episclerites infecciosas são tratadas de acordo com o agente etiológico identificado.


 

 

Ortoptista

O que é Ortóptica?

Ortóptica é a ciência da visão que trata os distúrbios da motilidade ocular (movimento dos olhos) tendo como principal objetivo a reabilitação das perturbações da visão binocular (uso simultâneo dos olhos) provocadas pelo desequilíbrio de alinhamento dos olhos como, por exemplo, alguns tipos de estrabismo (olho torto), insuficiência de convergência (desvios de fixação para perto) e apoio ao tratamento da ambliopia (baixa acuidade visual de um ou ambos os olhos) em crianças.

A principal vantagem da visão binocular é a visão estereoscópica, conhecida como visão em 3D, muito utilizada atualmente em cinemas e televisões de última geração.

A Insuficiência de convergência, por exemplo, pode provocar sintomas de dor de cabeça, cansaço visual, embaralhamento e desconforto ao ler, que podem ser solucionados com um tratamento ortóptico.

Ortoptista

O ortoptista é o profissional da área da saúde graduado em Ortóptica e habilitado para avaliar e tratar os distúrbios sensório-motores por meio da avaliação e tratamento ortóptico.

Este profissional atua, também, nos testes e treinamentos com auxílios ópticos para pacientes com baixa visão -  ou visão subnormal -  dando suporte ao oftalmologista quanto à indicação de auxílios ópticos para melhora da qualidade visual tais como lupas, telescópios, lentes especiais de aumento, lupas eletrônicas.

Exames especializados para medir a capacidade de enxergar de bebês e crianças pré-verbais também são realizados pelo ortoptista, aplicando-se o Teste de Cartões de Acuidade de Teller, também conhecido por Olhar Preferencial.

 

A melhor forma de identificar a necessidade de uma avaliação com o Ortoptista é consultando seu médico oftalmologista que, após exame oftalmológico completo, identificará a necessidade de avaliar com um profissional da área. 

Presbiopia

Vista cansada, ou presbiopia, é a dificuldade para focalizar os objetos próximos pela perda natural e progressiva da elasticidade do cristalino (a lente interna que fica atrás da pupila), após os 40 anos. Por isso, pessoas que nunca haviam utilizado óculos passam a necessitar deles para a leitura e os que já utilizavam precisam de multifocais. Os míopes podem ler sem óculos porque não enxergam longe e têm seu foco de visão naturalmente para perto. A presbiopia é um processo normal da idade que pode ser corrigido por meio de óculos, lentes de contato ou cirurgia.

Presbiopia
Sem presbiopia

Presbiopia
Com presbiopia
Presbiopia
Gráfico de diminuição da acomodação

 

Cirurgia a laser para presbiopia

A cirurgia a laser pode corrigir a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo em pacientes com vista cansada. Acima dos 40 anos, caso o grau seja totalmente corrigido para longe em ambos os olhos, o paciente necessitará de óculos para a leitura. A forma mais utilizada para eliminar ou diminuir a necessidade dos óculos para perto com a cirurgia a laser, chama-se monovisão. Para isso, corrige-se totalmente o grau de um dos olhos para focalizar longe e o outro se deixa um pouco míope para dar visão para perto. A pequena diferença de grau entre os olhos é, em geral, rapidamente compensada pela adaptação cerebral.

Em pacientes hipermetropes, o aumento da curvatura (asfericidade) da córnea após o laser também auxilia a visão para perto. Se a pessoa costuma fazer leitura prolongada, recomendam-se óculos complementares para letras muito pequenas, principalmente em condições onde a iluminação é baixa. A cirurgia a laser para tratamento multifocal da córnea, com a finalidade de proporcionar a mesma visão que os óculos multifocais, está em estudos, mas ainda não se alcançou este objetivo. Em pacientes com graus elevados ou com catarata inicial, pode-se indicar a substituição do cristalino por implante de lentes multifocais que proporcionam boa visão para perto e para longe.

Pterígio


Antes da cirurgia


Depois da cirurgia

O pterígio aparece comumente em pessoas que trabalham em locais com muito sol, vento ou poeira. Começa com uma pelezinha em cima da esclera (branco do olho), que vai crescendo em direção à pupila (menina do olho).

Geralmente provoca ardor e queimação, deixando os olhos vermelhos, e piora quando o olho é exposto ao sol, vento, poeira, ar condicionado e produtos químicos (shampoo, maquilagem e cremes). O sintoma pode melhorar com o uso de compressa fria e lubrificantes.

O pterígio pode crescer depressa, mas o mais comum é crescer lentamente ou estacionar. Quando ocorre crescimento rápido ou irritação muito frequente pode ser indicada cirurgia para retirada do mesmo, sob anestesia local.


 

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