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Seja bem-vindo. Joinville, 07/09/2010

Sadalla Amim Ghanem

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Descolamento de Retina

Em situações normais, toda a luz visível que chega ao interior dos olhos é absorvida pelo epitélio pigmentário retiniano e transformada em impulsos elétricos pela retina neuro-sensorial. Estes impulsos elétricos são enviados pelo nervo, trato e radiações ópticas ao cérebro, onde ocorre o seu processamento final e formação da imagem.

O descolamento de retina é o destacamento da retina neuro-sensorial, que fica separada do epitélio pigmentário retiniano, solta no interior da cavidade vítrea. Assim, a luz absorvida passa a não ser processada e enviada adequadamente ao cérebro, causando diminuição da visão. As causas mais comuns de descolamento de retina são o descolamento do humor vítreo relacionado à idade, a miopia, os traumatismos, as inflamações oculares, o diabetes melitus e os tumores intra-oculares.

Descolamento total de retina do olho direito

Descolamento de retina tracional secundário a retinopatia diabética proliferativa

O sintoma mais evidente de descolamento de retina é o aparecimento súbito e indolor de uma cortina escura, progressiva e precedida, geralmente em dias ou semanas, por escotomas volantes (manchas escuras puntiformes ou lineares, como mosquitos ou teias de aranha) e fotopsias (sensações de brilhos ou clarões, como se fossem relâmpagos, conforme a movimentação da cabeça ou dos olhos).

Quando o paciente perceber subitamente escotomas volantes e/ou fotopsias, deve fazer um exame oftalmológico urgente, pois isto pode ser indício da formação de ruptura retiniana, que precede o seu descolamento. O diagnóstico precoce da ruptura retiniana permite o tratamento preventivo do descolamento da retina, através da fotocoagulação com raio laser.

Casos de descolamento de retina manifesto são tratados cirurgicamente. A técnica operatória depende do tipo de descolamento, do número de rupturas retinianas e da existência de fatores adjuvantes locais. Geralmente, ele é feito através da punção subretiniana, para esvaziamento do líquido que está presente entre a retina neuro-sensorial e o epitélio pigmentário retiniano, cauterização do local da ruptura com raio laser e colocação de prótese de silicone sobre a esclera (parte branca dos olhos) que permite o abaulamento interno da retina (introflexão escleral) e diminuição da chance de formação de novas rupturas retinianas e conseqüente descolamento.

Casos mais complexos de descolamento de retina são tratados com a remoção do humor vítreo (vitrectomia), fotocoagulação retiniana com raio laser, colocação de gases especiais ou óleo de silicone na cavidade vítrea e introflexão escleral.